segunda-feira, julho 25, 2005

Subir na Carreira


Infelizmente para o jovem Ricardo, para subir na carreira um jogador normalmente precisa de algo mais que uma expressão de sofrimento digna de "Os Marretas" e um boné torto.

Quiçá um bom bigode. Mas a supracitada expressão e respectivo também boné não ficam nada mal. Mas prefiro o bigode.

segunda-feira, julho 18, 2005

"Síndroma de Bi-Nome de Adjunto"


Aqui exposto - doente crónico que padece do "Síndroma de Bi-Nome de Adjunto", que apoquentou nomes como:
  • Mota (agora José Mota)
  • André (agora António André)
e o sentido inverso:
  • Aloísio (agora Aloísio Alves)
  • Álvaro(agora Álvaro Magalhães)
  • Alfredo (agora Alfredo Castro)
  • Domingos (agora Domingos Paciência)
E assim Brito ganhou o seu Baltemar. E perdeu o bigode, juntando-se a Artur Jorge, Vítor Manuel,Carlos Queiróz...MAS PORQUÊÊÊÊÊ?!?!?!?....

As Quatro Rabecas


Todos estamos lembrados que há muitos muitos anos, numa galáxia far far away, cinco Mestres na arte de acariciar o esférico cirandaram pelos relvados de Stromp com o intuito de levar o seu Sporting Clube de Portugal à efémera glória. Glória essa que foi fulminada anos mais tarde por Missé-Missé e outros artistas.

Mas deixemo-nos de devaneios. Esses cinco artesãos do bem jogar nunca foram substituidos no coração dos doentes da bola, cansados que estavam de sofrer coronárias nesses anos oitenta com as carapinhas de João Pinto e Rui Barros e o bigode de Veloso.

Até aos anos noventa. Contra todas as expectativas, porém, foi na agremiação sportiva mais representativa de Barcelos que o mito ressurgiu, ao invés do Estrela da Amadora com Abel Xavier e Calado.

As quatro rabecas de Barcelos vieram substituir os cinco violinos de Lisboa de forma tão eficiente quanto Miguel Castro (vulgo Mielcarski) substituia Jardel ou Domingos no final das contendas mais acesas.

A fúria incontida de Nogueira, os lábios pretos de Mangonga, os olhos cerrados de Camberra e a ironia cilíndrica de Armando fizeram história na bola Lusitana.

Camberra era para muitos o líder das tropas, uma espécie de Yoda, que ensinava de olhos fechados aos seus pupilos a arte de entrar em sintonia com o Lado Bom da Força.
O seu pupilo predilecto era o jovem e pujante Mangonga que, elegante como um negro corcel, serpenteava o seu caminho por entre as defesas mais emperdernidas com a subtileza dum Azar Karadas numa grande área desprotegida.
Cavalgando ao seu lado estava o nobre e leal Nogueira, imponente como uma nogueira e imperial como uma cerveja em Lisboa.
De resto, todos eles sempre apoiados pelo vértice rebelde deste Triângulo de Isósteles, que era nem mais nem menos do que o sempre bem disposto Armando, uma espécie de Frei Tuck (o verdadeiro também lá estava) bronzeado, dando apoio ao seu Robin Hood Barcelense Camberra, que com as três flechas na mão, as enviava volta e meia ao seu alvo de preferência:

As indefesas redes adversárias. Assim se tocava boa música. Salvé Paco Bandeira.

quinta-feira, julho 14, 2005

O dedo da fama

A mão mais famosa da Bola Lusa terá sido certamente a de Vata, sem descurar portentos das redes como Kralj, Botende, Wozniak, Baston, Bossio, Ricardo, Marco Tábuas, Hilário ou Rui Rêgo.

E os dedos? Pois. Simples, digo eu. Cláudio Mejolaro.

OK, o nome pode não ser muito falado , pois o jogador em causa não fez mais de cinco ou seis jogos incompletos na esfera bolística lusitana.

Porém, se houve coisa que nos ficou na memória, para além do seu apelido a roçar o imbecil, foi indubitavelmente a sua pose para a objectiva. Em dois ou três dias apenas, aquando da sua contratação para o onze draconiano de Del Neri, Fernandez, Couceiro, Aloísio, André (etc), Mejolaro Jr exibiu orgulhosa e pomposamente o seu polegar mais vezes do que alguma vez poderíamos imaginar que fosse possível.

O que aqui temos é uma mísera demonstração do famoso polegar. Exibiu-o no mínimo o dobro das vezes.

Porém, quando o bombardeiro da bochecha rubí emigrou à caça de petrodólares foi possível observar outra mudança que não a do equipamento do Fêquêpê para um similar ao da Abelha Maia.

Adeus polegares, olá sinal da paz.
Possívelmente por se encontrar num país árabe, foco da atenção mundial devido à corrente situação política, o senhor Mejolaro decidiu abandonar o que o caracterizou em Portugal para abordar uma nova carreira com dois dedos e uma pomba branca. Ou só dois dedos. Mas fica a intenção.


quarta-feira, julho 13, 2005

Verão Em Festa



VERÃO EM FESTA... Com a chegada do verão nada melhor que uma
lufada de ar fresco destes belos craques, que sem dúvida nos proporcionam
momentos memoráveis no que respeita a 'abanar o capacete'.
De uma coisa não há dúvida... todos querem saber quem é o cabeleireiro
do portento tecnicista Sérgio 'o Sagaz' Cruz...

sexta-feira, julho 08, 2005

Carlos Ilídio Moreno Gomes

Carlos Ilídio Moreno Gomes.Uma vida devota ao SC Covilhã.

Aproxima-se uma década de Leão Serrano ao peito.
Sim, eu sei, não há leões na serra.Mas é o símbolo.
Não, não tiveram criatividade para fazerem o seu próprio símbolo e decalcaram o do Sporting CP. Sim, podiam ser os Cães da Serra. Ou Lobos da Serra.
Sei lá. Mas o pessoal gostava do Sporting. Adiante.

O Carlos Ilídio não teve culpa disto. Ele, enquanto distribuía porrada
alegremente e indiscriminadamente enquanto petiz em Cabo Verde, dizia
convictamente:

-"Sou do SC Covilhã desde pequeno."

A resposta comum era:

-"Mas Ilídio,tu ainda és pequeno."

Seguia-se normalmente um seco mas decisivo sopapo na goela.

Depois do petiz Ilídio se tornar já no imponente Piguita, a intransponível rocha do orgulhoso pelado do Sporting da Praia (sim, outra vez Sporting), embarcou num contentor em direcção a Famalicão, terra de Tanta e Ben-Hur.

Aveiro e Portimão não foram mais senão paragens nessa grande travessia na camioneta Resende que o deixou na cidade da Beira Interior.

O sonho do petiz Ilídio foi concretizado, e hoje enquanto destacado líder das hostes serranas há uma década, não é mais senão um central caceteiro e uma extensão do longo braço de Fanã, o mister. Com Fanã ao leme, Piguita seria um excelente homem para limpar o convés do barco do Interior.

Fanã e Piguita.Piguita e Fanã.

sexta-feira, julho 01, 2005

Descubra as Diferenças VII

O prometido é devido.

Pensava que seria complicado encontrar uma imagem do subtil mas carismático Rocha, o capanga do magnânime Átila no Duarte & Companhia, possivelmente a melhor série de sempre da televisão tuga.

Porém, cá está ela. E é um momento de tal forma marcante, que não poderia vir sozinha.














Um bem haja ao nosso leitor "Estrela" pela observação astuta e sagaz que nos permitiu fazer esta ligação fraterna entre ambos os ícones.

segunda-feira, junho 27, 2005

o nosso ONZE

A nova contratação do nosso ONZE:

Luís Campos. Cos e Koemans para quê?

Zé Miguel na baliza, Nelo e Broas nas laterais e Dias da Cunha no camarote presidencial.

Promete.

  • Próxima Poll - Procuramos um central sem bigode. Votainde.


Clickar na imagem para vê-la grande como o ordenado de Nuno Gomes

Luís Campos o mijter da malta

Luís Campas.

Mais palavras para quê? 31% dos votos. Esmagador.

clickar na imagem para conseguir ver alguma coisa de jeito

Descubra as Diferenças VI

Um corria na praia, outro corria no relvado.
Um chutava a bola, o outro chutava heroína.
Um penteava as melenas, o outro penteava a bola.
Um comia gajas,o outro comia a relva.
Um tinha amor à camisola, o outro tinha horror à camisola.
Um cantava mal, o outro cantava de galo na grande área.
Um tinha um carro que falava, o outro falava de carros.

Cada um à sua maneira, mitos vivos (ou quase).

o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

domingo, junho 19, 2005

BÓNUS

Um bigode. É dia de festa.


o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

Imitadores e protótipos? Não, obrigado.

"Mas...mas o que é isto??", clamavam os espectadores surpresos.

"Será seda?"
"Será uma fugidia bola de algodão?"
"Será um balão de hélio?"

Não...era uma vulgar bola de futebol ser pontapeada (ou deverei dizer acariciada) pelo negro panzer Kiki.

Por vezes os frequentadores das bancadas das Antas, perante tanto deleite e brilhozinho nos olhos, perguntavam-se se estavam perante um comum esférico, tal era a leveza e suavidade do toque de bola de Kiki, qual Mogrovejo ou Rui Costa.

Kiki era um carregador de piano. Não no sentido futebolístico, mas trabalhava mesmo no ramo de carregadores de piano. Carregava pianos. Tal actividade reflectiu-se em campo, onde a sua pujança não fazia muitos amigos de bisca lambida entre os adversários.

Muitos imitadores se seguiram e muitos protótipos o precederam. Pobres diabos como o também dragão Emerson ou como o holandês Gullit tentaram e não tiveram sucesso.

Ruud Gullit admitiria mesmo numa entrevista em 1995 que a sua carreira não passou de uma longa frustração: "Durante algum tempo pensei que era um grande jogador. Depois vi o Kiki. Esquece, disse eu. Até o cabelo dele é mais fixe e luzidío. Vou cortar o cabelo e dedicar-me a treinador."

Quanto a Emerson, a mágoa era diversa: "Toda a minha vida moldei o meu jogo pelo grande Kiki. Este cabelo não é obra do acaso. O ponto alto da minha carreira foi quando assinei pelo Porto. Finalmente serei comparado com Kiki, pensei eu. Mas ninguém se atreveu. Quis sair do Porto para Braga, mas só me quiseram em Inglaterra. Lá compararam-me uma vez ao Kiki. Mas afinal era com a Kiki Dee, aquela que fez um dueto com o Elton John. Chorava todas as noites e dormia em posição fetal. Mas acho que esses tempos já acabaram."

Pobres diabos. Sorte a nossa que pudemos apreciar as tuas diabruras em campo.


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sábado, junho 18, 2005

vim p pôr o dedo na ferida...

BIRAME e OUATTARA despertaram o meu interesse pela bola.. o drible elegante e o toque de bola meigo e gentil sempre me fascinaram, e hoje estou aqui... Para os lembrar e enunciar todos os novos nomes que não atingindo a grande valia dos referidos, certamente irão fascinar os adeptos do futebol maravilha.. areias, dembele, e beto serão elementos preponderantes nesta nova época futebolística..

Let's party like it's 1986 - PARTE II

Os tempos de Barrosos, Andrés, Paulinhos, Matias, Formosos, Bandeirinhas, Velosos e outros que tais são já memórias algo distantes e turvas.

Tendo isto em mente, decidimos ver a bola actual através do prisma 80's. Ou seja, como seriam os jogadores de hoje em dia, se o dia de hoje fosse 31 de Março de 1986?

Seguem-se os segundos alvos da série. Dois goleadores. Dois arietes. Duas setas apontadas à baliza. Duas lanças em África.

Bock, o mito goleador das divisões secundárias e Pedro Pauleta, o ciclope dos Açores(pois da forma como alveja a baliza parece ter apenas um olho).

Com eles os 80's teriam tido mais poder de fogo.


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domingo, maio 22, 2005

Descubra as Diferenças V

Ahhhh...Zák. Não Zach, como Zach Thornton, o excepcional guardião do templo do milhafre do espanhol (perdão, águia). Porém, tal como o elástico gigante negro, clone de William ou Khadim, equipava de vermelho, mas desta feita sobre uma pele alva e leitosa.

O "Fantasma Branco", Zák, era o ídolo silencioso dos penafidelenses no início dos anos 90, antes de clássicos da bola como António "Mr.Cross" Folha, Clayton "Até Sou Bom a Pôr a Mesa", Fernando "Robocop" Aguiar e Ljubinko "Não, Não Tenho 48 Anos e Cara de Grego" Drulovic dançarem no tapete côr de liberdade no Estádio 25 de Abril. Mas visto o tempo e o destino serem por norma cruéis, este goleador de leste terá ficado nas nossas memoires porventura por outros motivos. Sejam eles por ser parecido com o atlético ex-comparsa de JVP no SLB, "Le Chef" Michel ou pelo nome que, à excepção do velocíssimo defesa esquerdo Vlk, não teria rival. Teria sido interessante ver Zák e Vlk num onze.

Mas não foi.



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domingo, maio 15, 2005

Bigodstroika

Fossemos todos assim...

"E se lhe dissessem que um bigode se tornou um símbolo para os adeptos de um clube? A verdade é que tal facto se tornou realidade para os apoiantes do CSKA de Moscovo, adversário do Sporting na final da Taça UEFA, e obrigou o treinador da equipa russa, Valeri Gazzaev, a quebrar a sua promessa.

Gazzaev prometeu que cortava o bigode se chegasse à final da Taça UEFA, quando foi eliminado da Liga dos Campeões na fase de grupos. Mas, após a vitória sobre o Parma nas meias-finais da UEFA, os adeptos «suplicaram» ao técnico que não cumprisse o prometido, por considerarem que o seu bigode é já um símbolo do sucesso do CSKA.

«Recebi inúmeras mensagens dos adeptos nos últimos dias, pedindo-me que mantivesse o meu bigode e que trouxesse a taça para Moscovo», afirmou Gazzaev."

in Maisfutebol


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sábado, abril 30, 2005

Pneus Ramôa. Não há livre marcado à tôa.


Braga.

Todos já ouvimos falar, vimos, ou mesmo vivenciamos a beleza e qualidade do novo estádio deste burgo minhoto. Porém, numa nota puramente pessoal, confesso sentir uma acentuada nostalgia do velho 1º de Maio.

Quem não se recorda das transmissões da RTP em directo desse velho monumento granítico? Era impossível manter os olhos no relvado durante muito tempo, devido á verdadeira inundação visual de placards publicitários com nomes porreiros. Ranhada e Teixeira, Stock Car e o imortal Pneus Ramôa são alguns que têm um lugar especial no meu coração. E nunca devemos descurar o belo Feira dos Tecidos estampado de forma 80's num elegante quadrado branco que ocupava toda a camisola vermelha do Arsenal do Minho.

Andrade, o Senhor de bigode à escovinha, é o expoente máximo dessa geração, juntamente com Karoglan, Barroso ou o voador Rui Correia. Mas escolhemos este porque tinha bigode, claro.


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segunda-feira, abril 25, 2005

Descubra as Diferenças IV

Descubra as diferenças


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sábado, abril 23, 2005

D. Russell Nigel I

Se porventura mencionar um diminuto jogador negro com cara de peixe e com nome de monarca nigeriano, provavelmente Carlos Secretário ou Martin Pringle são os primeiros nomes que vêm à cabeça. Apesar de não serem pequenos, negros, não terem cara de peixe ou nome de monarca nigeirano. Mas estou a divagar.

Se vasculharem um pouco mais nas vossas memórias da bola, quiçá até uns bons dez anos atrás, lembram-se concerteza de um jogador da nossa bola cuja carreira ficou manchada por um penalty falhado. Não falamos de Roberto Baggio, porque este nunca foi da nossa bola. Nunca foi dado pelo "Record" como novo reforço de um certo clube que equipa de vermelho e não se chama Salgueiros ou Gil Vicente. E daí, até é capaz de ter sido. Preenche o único requesito: a notícia seria falsa. Mas pondo de lado mais este fútil divagar, voltemos à vaca fria:

O tal jogador tem por pomposo nome Russell Nigel Latapy e tirou coelhos da cartola por vários palcos lusos, nomeadamente os de Felgueiras, Coimbra e Porto. Conhecido no seu habitat natural, Trinidade & Tobago, como "o Pequeno Mágico", este Maradona das Caraíbas deixou marcas em Portugal como "Aquele Gajo Pequeno com Cara de Peixe que Falhou o Penalty Decisivo Frente à Sampdoria, Destruindo as Esperanças de Milhões de Pessoas num Único Pontapé Infeliz".

Gozando uma reforma dourada como um bronzeado William Wallace em terras de Duncan MacLeod, o nobre D. Russell Nigel Latapy I ainda volta a Portugal de quando em vez para falhar uns penalties em jogos com amigos na praia ao domingo. Deus tenha piedade da tua alma, "Pequeno Mágico".


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Gil na Crista da Onda


Gil.. cabelo ondulado, a fazer lembrar o mar..
Gil.. foto ondulada, a fazer lembrar o mar..
Gil.. carreira ondulada, a fazer lembrar o mar..
Gil, carreira afundada, a fazer lembrar o mar..
Gil, o esquecimento e o longínquo.. a fazer lembrar o mar..
Mas Gil, merece a nossa homenagem..
Gil, jogou em Portugal, depois mudou-se para a Suíça e depois DIvisão Amadora de Inglaterra.. Incrível onde se chega.. Incrível onde um Internacional Campeao do Mundo chega...
Gil, será do nome?
Gil.. descubra as diferenças!

Ou Vai ou Rach...ão



José Rachão... o Guerreiro sempre à mão..
Não há dúvida de que Rachão merece estar onde só os verdadeiros cromos merecem estar.. neste blog!
Fiel ao seu estilo guerreiro e Viking, esta semana foi talvez a melhor da sua já longa vida de treinador, levando o Vitória de Setúbal à Final da Taça para, quem sabe, derrotar os Mouros (desculpem-me mas neste ambiente guerreiro a palavra é bem aplicada, sem ofensa). E só um coach como Rachão, que já no Portimonense mostrava a sua garra, a sua barba, o seu ar de Cristo, o seu ar de Viking.. poderia de facto levar o Setúbal a tão belo feito.
Nos últimos anos tem andado arredado das grandes parangonas desportivas, treinando clubes como Barreirense, Torreense ou Ac. Viseu. Mas chegou de facto a vez de se consagrar na História do Futebol Português, que já tinha esquecido este seu ar Portimonense, que transmite à sua equipa e aos seus jogadores o que deve ser um guerreiro em campo.
José Rachão.. agora ou vai .. ou Racha!

segunda-feira, abril 04, 2005

Sr. Despromoção

Em "Cromos da Bola" damos bastante ênfase á falta de jeito.

Gostamos (ou gostávamos) de ver o King a rematar, o Ricardo a sair a cruzamentos, o Secretário a cruzar, o Paulinho a criar jogo, o Michael Thomas a sprintar ou o Fernando Aguiar a jogar á bola. E como tal, esperamos ansiosamente o regresso de Luís Campos à Superliga.

Força Luís, há 3 equipas por ano que podes sempre treinar. E então no ano anterior à competição passar a ter 16 equipas estarás no céu. Nós cá estaremos, orfãos à tua espera.


luís campos, provavelmente depois de mais uma derrota ou descida de divisão

sábado, abril 02, 2005

anderson POLLga

Finalizada que está a poll para defesa esquerdo do nosso "11 Cromos da Bola", anunciamos com alegria e jubilo que o fabuloso NELO, defesa esquerdo que fazia do cruzamento uma arte, conquistou os corações bolísticos dos nossos amigos,compinchas da bisca e visitantes do excelso blog.

Vitória estrondosa do inefável e empreendedor lateral que atingiu o seu auge durante o mítico torneio Skydome, no Canadá, feudo do Imperador D. Fernando Aguiar I, durante o qual privou e
jogou com mitos do gabarito de Tulipa, Caetano, Vado ou Barroso.

O brilhante capitão do honrado Lousada conheceu belos momentos também na cidade alfacinha, onde, juntamente com Tavares, se tornou no símbolo máximo da "belle epoque" benfiquista, onde fez a bola travar conhecimento com caminhos que lhe estavam vedados antes da sua chegada, tais como o terceiro anel ou o parque de estacionamento.

Chinelo para os amigos, o lateral esquerdo ocupa agora uma posição de destaque no nosso 11, ao lado do guarda-redes Zé Miguel e lateral-direito João "Broas" Pinto, observados desde a bancada pelo presidente Dias "eu percebo mais de bola que esse tal de Rijkaard" da Cunha.

sexta-feira, abril 01, 2005

Alegria

Alegria. Palavra que espelha o que se passa numa sala de estar que tenha o televisor ligado num programa do grandioso Manuel Luís Goucha ou então o estado de espírito de um avançado confrontado com Jorge Soares.

Alegria é o que este antigo pilar de Belém tem no seu nome, apenas e só no seu nome, unicamente no seu nome. Como podem ver pela expressão, Montalegre não era um jogador alegre. Duro que nem um penedo e inteligente como tal, o brasileiro exibia a sua frondosa "mullet", enquanto o azeite lhe escorria pelo pescoço abaixo.

Montalegre tem nome de localidade portuguesa. Mas não é português. Montalegre tem nome alegre, mas não é feliz.


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quinta-feira, março 31, 2005

Let's party like it's 1986

Aqui, no excelso blog, encontramo-nos por vezes (demasiadas,quiçá) a carpir mágoas sobre o desaparecimento do verdadeirismo na bola lusitana. Os tempos de Barrosos, Andrés, Paulinhos, Matias, Formosos, Bandeirinhas, Velosos e outros que tais são já memórias algo distantes e turvas.

Tendo isto em mente, decidimos ver a bola actual através do prisma 80's. Ou seja, como seriam os jogadores de hoje em dia, se o dia de hoje fosse 31 de Março de 1986?

Pois bem, os primeiros clientes desta série que esperamos gloriosa como um corte de Michael Thomas ou remate de Barroso são dois dos mais carismáticos craques do relvado nacional. Jorge "Bicho" Costa, o epíteto do capitão arruaceiro, e Armando Petit, quiçá o último dos moicanos, no que respeita a genuínos broncos no futebol em Portugal.


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quinta-feira, março 10, 2005

Agatão. Chico Agatão.


"Hã??" - Parece dizer Agatão. Chico Agatão.

"Desafias-me para um duelo, pobre e imberbe chavelo a cheirar a leite? Corre para as saias da tua mãe! Ai, o catano." (in Chico Agatão 1980's-90's).

Estas frases percorreram vários estádios deste prado viçoso chamado Portugal, pois o caro Chico não virava a cara a um duelo. Obviamente, poucos ou nenhuns jovens tinham a coragem de desafiar o carismático carregador de piano, cujo nome termina em "ão" e tem uma frutuosa e esplendorosa bigodaça ibérica.

O seu ar de desdém por outrem não só vem na confiança inabalável em relação a todos os seus atributos recém-nomeados pelo excelso blog, mas também porque a casa de Vénus está alinhada com Júpiter, e como todos sabemos, quando isso sucede, os portadores de bigode estão menos atreitos a um ataque de caspa. Caspa, que como temos conhecimento, minou a carreira de muitos futebolistas, incluindo o viseense Paulo Sousa, tantos meses parados devido a caspa crónica. Foi uma pena.

Mas voltando a Chico, Chico Agatão, fiquem sabendo que este capitão do esférico, componente integrante do restrito lote de capitães de bigode com nome terminado em "ão", arrasou várias carreiras de imberbes diletantes da bola. Já pensaram no que terá acontecido a Gil, Akwá, Samuel, Jaime Cerqueira, etc? Nem mais.

Agatão, seu bigode, e seu fiel compadre de armas Parente desfizeram carreiras promissoras a pó. (não confundir com caspa).


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terça-feira, março 08, 2005

Com Barros ou 100 Barros

O número 100 costuma ter implicações especiais. Por exemplo, nas rifas, o 100 é o maior prémio. Todos nos recordamos que no secundário a aula 100 era motivo de festa. Tal como para um goleador é o seu golo 100. Ou a bela nota de 100 Escudos com o Fernando Pessa, se bem me lembro.

Pois nas cadernetas, pelos vistos o cromo 100 também é uma verdadeira prenda, um maná dos céus.


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As Quinas

As Quinas.

Um pilar na fundação do "ser português", ou "portugalidade", expressão que conheceu o seu ponto de rebuçado durante o Euro 2004. Nove anos antes, as quinas procuravam significado e substância de substrato com afinco, e foi na bola que o fizeram. Mais concretamente na cidade de Marcelo, Tó-Sá e os restantes estudantes. Cinco era o número em voga. Cinco de revivalismo. Cinco de pujança. Cinco de bola. Cinco de minutos.

O espadachim Rui Carlos destanciava-se dos demais pelo seu ar cristão e defensor dos bons costumes da monarquia de D.Duarte Pio I, o Sagaz. Com uma perinha cuidadosamente aparada e desenhada, impunha o temor que só um fidalgo de bom sangue, espadachim de eleição, o poderia fazer. Porém, não o poderia fazer sozinho.

Tinha a seu lado um mito. Mito, para ser mais concreto. Este mito da bola, Mito, rivalizava claramente com Mickey pelo título de melhor alcunha coimbrã. Rivalidade essa que foi o cerne da afamada e infame Questão Coimbrã, que não foi mais senão a expulsão de Mickey do grupo dos Quinas por "este grupo ser pequeno demais para ambos os dois." (dixit Mito, 1994). Desta feita, outro valente espadachim tomou o seu lugar.

Um jovem aspirante a altos vôos. Seu nome era Jorge Silva e seu sonho era jogar na selecção nacional. Um jovem de grande valor táctico, que se movimentava no relvado ao ritmo e sequência de uma partida de xadrez. Este jovem foi posto debaixo da asa fraterna e atenta de um mito da bola: Febras.

Não mito Mito, mas mito assim com minúscula. Febras. O seu ar brolhesco não engana. Era o mais rudimentar de todos, mas destacava-se claramente por ser o autor da famosa frase, que ainda perdura nos dias de hoje: "A febra marchava!..." Claro que a sua alcunha não estará directamente relacionada com este facto, pois este orgulhoso portador de monocelha tão robusta era mesmo especialista em pôr as febras no tacho.

Estes quatro valentes e valorosos espadachins levitavam á volta de Dinis, o grande guru. Palavras para quê? Grande Dinis.

Grande, grande Dinis.

És grande, Dinis.

És um mito.


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segunda-feira, fevereiro 28, 2005

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Gémeos Falsos


Gémeos?
Só podia.. 1m50 de "gemiez".
Um erro que quis mostrar que Caetano valia por 2. Era de facto um pequeno grande jogador! Corria por 2, tirava bolas por 2, marcava golos por 2, suava por 2.. o Tirsense valia por 2!!
Por isso, tem toda a lógica esta bela foto. Obrigado À BOLA por repôr a verdade.

PU PU.. PAULETA! Que dupla no Estoril de Carlos Manuel.
Pu era o desabafo da equipa.. ouvia-se muito: "Pu... que p*r*u"
Pauleta era o abono da equipa.. começaram os golos, mostrou-se aqui como grande goleador.
Que dupla .. e com Agatão pelo meio..!!
Grande Estoril.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Miguel Castro, o Rei da Pop

O camaleão da bola.

Durante a década de 90, nas bancadas do saudoso covil do Dragão, havia um jogador que despertava paixões e dividia corações. Grzgorz era o seu nome. Pelo menos parte dele. Sucede que, devido ás suas características, sejam estas quais forem, o polaco usufruia de várias identidades em campo e na supracitada bancada.

Este camaleão da bola tanto fazia uso do seu epíteto de "Muletas", quando visitava o seu amigo Rodolfo Moura, com quem passava boa parte do tempo, como fazia juz ao apodo "Michael Jackson da Bola", devido ás inúmeras operações que efectuou. Porém, como excelente ponta-de-lança que era, aproveitava o tempo passado em campo da melhor forma, e como o tempo era escasso, (leia-se "últimos 5 minutos") fazia golos. Golos em catadupa que resultavam em vitórias ou na pior da hipóteses, em empates. Daí era conhecido como o "Pai Natal das Antas", o homem que trazia ao ombro belas prendas caídas do céu, qual Luís Pereira de Sousa no "Festa na Feira".

Por fim, como excelente profissional que era, tal como pessoa de trato afável, juntou-se de forma magnífica à comunidade portuense, confraternizando como se fosse o Paulo Portas numa feira, o que lhe valeu a alcunha de Miguel Castro. Não era mais senão do que uma versão aportuguesada do seu nome, mas assentava-lhe de forma perfeita, como a música do genérico de "Preço Certo" ao programa em questão.

Miguel Castro, Pai Natal das Antas, Muletas, ou simplesmente Grzgorz Mielcarski, estarás sempre para o FCP como o Luis Pereira de Sousa para a RTP.


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quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Allez Bigode

Concerteza que os digníssimos visitantes do excelso blog, tal como nós próprios, editores do dito cujo, já tinham sentido a falta de um belo de um bigode escarrapachado num vigoroso post. Pois aqui está. Eles estão de volta.

E nada melhor para ilustrar o regresso mais aguardado desde Rui Costa, José Mourinho (sim, já.) ou Rocky VI, do que essa grande colectividade de Leça da Palmeira, o Leça FC.
Do baú das recordações, por entre naftalina, discos do José Cid e galhardetes do Benfica campeão, surgiu parte da linha defensiva do supracitado clube leceiro, aquando da sua algo fugaz visita pelo escalão maior da bola. Desde o Guarda Serôdio do programa "Amigos de Gaspar" que não se via tal quantidade de bigode.

Mas é perfeitamente notório o efeito que este tem numa defesa, como aliás já foi sugerido neste mesmo espaço. Daí termos gentilmente fornecido a Alfaia - que ao lado de Zé da Rocha e Constantino partilha o pódio dos mitos maiores da solarenga (no Verão) localidade portuense - coisa que não tinha e que muito lhe fez falta: claro, uma bigodaça.

Quanto aos reincidentes Best e Matias, mais nada há a dizer senão que Best tem dos melhores apodos da história do esférico português (ex-acquo com João Tomás, o Jardel de Coimbra) enquanto Matias é possivelmente um dos centrais mais verdadeiros dos anos 90. A nível europeu. Sim, já disse e poderia voltar a dizê-lo, caso fosse necessário. EUROPEU.
Resta-nos uma pálida imitação de Lionel Ritchie, o grande Isaías, que espalhava charme pela nação através do gel cuidadosamente espalhado pelos viçosos caracóis, que pululavam felizes ao lado do seu viril bigode, que servia como uma farramenta de impôr respeito aos pobres, oprimidos e pontas-de-lança.

Viva o bigode.














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sexta-feira, janeiro 28, 2005

Cara de Vitinha

Vitinha é uma alcunha que arrasta atrás de si um estigma muito especial.

Sem se perceber bem porquê, esta é uma alcunha que pulula nos bravos plantéis da bola, mas que fora do admirável Mundo da Bola não tem qualquer repercussão. Será que uma pessoa vulgar á qual se atribua o apodo "Vitinha" fica imediatemente com predisposição para o diálogo com a bola? Ou será que um qualquer Vítor que entre para o meio bolístico ganha automaticamente esta alcunha?

Além disso, "Vitinha" traz consigo outra nuance bastante interessante. De todos os gladiadores do relvado com este nome, arrisco a dizer que 98,4% jogam numa divisão secundária no Norte de Portugal. Senão vejamos: podemo-nos lembrar de Vitinhas em bravíssimos clubes como o D. Aves, o FC Marco de Avelino "Alberto João do Rectângulo" F. Torres, o fogoso Feirense, o aguerrido Infesta, o ignorado Arouca, ou mesmo o Sanjoanense de Carlos Secretário.

Podemos facilmente tirar a conclusão que um Vitinha nunca poderá jogar na Superliga ou atravessar o Mondego rumo a Sul. O seu destino está traçado.

Escolhemos este Vitinha por razões óbvias. Basta olhar para ele. A partir deste momento penso que todos poderiamos fazer força para que todos os Vitinhas da bola tivessem esta cara.

Sem tirar nem pôr, cara de Vitinha.


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sexta-feira, janeiro 14, 2005

The Cannon Foot


Tema abordado de forma recorrente no nosso singelo blog é o do jogador uni-dimensional.

Desde ao clássico "é tosco, mas é bom cabeceador", passando pelo típico trinco raçudo (Olá, Paulinho) até ao polivalente (Então Paulinho, 'tá tudo?), o jogador da bola amiúde chega a um clube já com o destino traçado, qual actor negro num filme de terror de adolescentes.

A versão mais recorrente, e quiçá aquela que pessoalmente prefiro, é a do Pé-Canhão.
Todo o santo clube tem que ter tido, em determinada altura, um jogador deste género, que passa 89 minutos a pastar, e num minuto de rara inspiração Barrosense decide um jogo.
Pois bem, como pelos vistos na bola lusa foi complicado descobrir um jogador de tal ordem (sem desprimor para o pé-canhão do Padroense - um abraço), o nosso Dinda foi convidado a ingressar no rol de clássicos que compõem o Olimpo de Cromos da Bola Lusa.

Tornou-se de imediato o terror dos Wozniaks, dos Luíses Vascos ou Botendes. Através de disparos potentes e mal colocados disfarçou a sua inutilidade em campo durante onze anos na nossa bola. Onze bonitos anos que dividiu entre Paços, Académica, Leiria e Marítimo, sempre no registo de quem imita Luís de Matos ou Houdini durante 89 minutos para do nada aparecer aos 90 a imitar São Isaías e ser o herói da noite.

Com a sua recente debandada para a sua terra natal, a bola lusa ficou mais pobre.
Aproveito só este momento de despedidas solenes para enviar um bem-haja do tamanho da careca de Caccioli para o Argélico Fucks.

Tantas alegrias deste a todos nós que apreciamos as peripécias dos menos dotados em campo. Para sempre no coração do nosso blog. Esperemos que ambos voltem rapidamente.

Bem hajam, Dinda e Argélico. Uma porta estará sempre aberta para vós

terça-feira, janeiro 11, 2005

Tahar, o Khalej

A atracção pela côr vermelha pautou a carreira de Tahar, o Khalej.

O bravo guerreiro marroquino com face de criança imberbe e inocente iniciou a sua demanda por terras que outrora foram pertença do seu povo em 1994/95, quando conquistou a cidade de Leiria de vermelho e branco vestido. Cores essas que curiosamente manteve nos seus dois próximos clubes, Benfica e Southampton, enquanto se degladiava pelas cálidas areias africanas na defesa da camisola da sua selecção, também ela vermelha.

Mas como todos se recordam,a sua atracção pela supracitada côr não ficou nunca por aqui. E sempre foi um jogador inteligente na forma de o explorar: sempre que sentia necessidade de vê-la surgir nas canelas de um adversário, arriscava a que o Sr. Árbitro lhe mostrasse um cartão da mesma côr. O Khalej seguia esta máxima da mesma forma como fazia um cruzamento pela lateral direita: de regra e esquadro.

A bola lusitana não deverá ter memória de jogador tão profícuo a fazer com que o Sr. Árbitro se dirija ao seu bolso do peito. Corriam rumores que os habituais 32 espectadores in-loco dos jogos do União de Leiria tinham individualmente como oferta da direcção uma pastilha tic-tac cada vez que o nosso amigo marroquino não era brindado com um cartão. Eram épocas de rambóia pura. Cedo terminaram, pois o Khalej almejava alinhar ao lado de grandes nomes do futebol europeu. Portanto fez o que todos fazem: Benfica foi o seu destino. Ao lado de craques como Jorge Soares, Akwá, Pringle, Bruno Caires ou Washington Rodriguez, o Sr. Marrocos refinou a vertente mais especial do seu jogo.

Cedo "A Rocha" (como era conhecido por Jorge Soares) começou a ser temida no próprio balneário do clube da ave de rapina pelo seu impeto profissinal nos treinos, o que o levou á sua segunda alcunha, "Gajo Escuro que dá Porrada", atribuida pelo sempre bem-falante Calado, actual motor incansável do sempre querido Poli Ejido. E sobre este estigma se desenrolou toda a estadia de Tahar, o Khalej, na Luz. O possante e polivalente rochedo distribuiu fragrâncias de bem jogar por todo o território luso antes de ir faze-lo para terras de Sua Majestade Gazza. Com a idade não sentiu necessidade de alterar a sua forma de jogar, antes pelo contrário, e este admirador de Tanta e Zé da Rocha foi refinando a sua forma aguerrida de estar em campo.

Eis que surge uma breve homenagem de nossa parte que tão bem sintetiza a carreira deste motor a diesel.

"2002-05-11 20:41:11

A jogar em casa do Southampton, na 38ª e última jornada da Liga inglesa de futebol,
Kieron Dyer lesionou-se após uma entrada duríssima do defesa marroquino,
Tahar El-Khalej, expulso de imediato."

Que Alá esteja contigo, guerreiro de fina estirpe!


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Epa os dérbies fazem-me azia

Então tomo um konpensan ou uma rennie. Mas depois volto ao jogo e nem 5 minutos passaram... e aparece MANTORRAS! O PATORRAS! Desculpem lá, mas querem maior cromo da bola?? O miúdo é o novo Eusébio pá! Eu sei que é cedo pa falar nele - tendo em conta que, neste momento, ele pode estar entre os 23 e os 40 anos que ninguém sabe ao certo... mas pronto, chamam-no miudo à mesma - cedo por só ter 4 anos de águia ao peito, cedo por, desses quatro anos, 2 e meio foram passados... no estaleiro, e cedo porque, muito francamente, são precisos MUUUUUUUUITOS jogos da superliga nas pernas e MUUUUITA asneira (ou um bom bigode ou um grande nome ou até nenhum jogo mesmo, também não somos assim tão exigentes...) para entrar nos nossos quadros.
Pedro Patorras que não era convocado para um jogo desde Dezembro de... 2002, entra por mérito próprio nos planos do nosso cromos FC, SAD. Mas não por culpa própria. Nem por palavras ditas (mas não pensadas antes de sairem da boca, como certos exemplares cada vez mais raros do nosso burgo), nem por centros teleguiados para o 3º anel, como muito e bom lateral que nos anima os corações - quando joga pelo adversário - e alegra a populaça que não tem dinheiro pa comprar bilhetes na bancada mais abaixo e ganha umas bolas de graça por jogo, mas por ter dado o nome a uma finta! Sim meus senhores, ele está ao nivel de uma virgula de Ronaldo, de um cabrito de Pelé, de um 360 de Zidane, das fintas de corpo de Figo ou de velocidade de Roberto Carlos e Henry, da mudança de velocidade de Stanley Matthews - para acabar em beleza nada como pôr um perfeito desconhecido para parecer que sabemos mais do que vocês... e sabemos -; Patorras tem a famosa, a única, a indescritivel e estonteante "Agarra Ladrão". Querem cromo maior do que um verdadeiro "Agarra Ladrão!" a plenos pulmões num Benfica-Castêlo da Maia ou nesse verdadeiro clássico que é o Angola-Moçambique? I think not...

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Duas Lanças de África

Poderia facilmente ser a dupla dinâmica de um Petro de Angola, um Kaizer Chiefs, ou mesmo um Orlando Pirates ou o grande Jomo Cosmos. Mas não! Não se trata de um clube do continente africano, apenas e só o feudo de António Oliveira, Penafiel.

Estas duas jovens gazelas desse continente irmão não eram apenas reconhecidas por esse feito, pois tiveram ambos uma carreira ímpar em terras lusas. Senão vejamos: Sidico Queta, um grande nome do futebol guineense, teve o privilégio de jogar ao lado de grandes nomes como Crodonilson da Silva (ex-Moreirense), Mamadu Djaló e o enorme José Forbs na sua Selecção de Todos Eles. E por terras de Gabriel Alves (essa do Camões já está gasta) teve o privilégio em coincidir com clássicos da bolas como Bebiano Bio, que aliás fez o mesmo trajecto que o velocíssimo Sidico, um belo dum Viseu - Penafiel.

N'Goma, por sua vez...OK, não fez nada por aí além, mas antes mencionar o seu belo nome que estar calado.


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terça-feira, janeiro 04, 2005

Somos o Rui Costa dos Blogs. D. Sebastiões.

Saudinha.

Folgamos em estar de regresso a este espaço que glorifica o desporto nacional na blogosfera.
Devido a questões de saúde e de logística, o nosso amado porém humilde blog esteve parado bastante tempo, qual Niculae, Mantorras ou Mielcarsky.

Mas como quem está vivo sempre aparece (ou quase...Peixe?Gil?Toni?), o Cromos da Bola, SAD regressa aos espinhosos campos das memórias, da maledicência e do verdadeirismo. E com um novo look, rivalizando com o caro Simulão Sabrosa.

Um grande bem haja para todos, e continuem a votar na nossa Poll, que está no mesmo sítio onde a deixamos durante o Tempo das Trevas.

segunda-feira, janeiro 03, 2005

MARTELINHO.. E O SÃO JOÃO NUNCA MAIS FOI O MESMO.


Com Martelinho, as palavras Ferramenta e Fato Macaco fazem mais sentido no Futebol Português. Esta cara, estes cabelos ao vento em Vila das Aves, fez voar definitivamente Martelinho para a glória.
O novo-velho moderno extremo português! As suas arrancadas, golos decisivos garra evidenciada mostram que um Martelo pode construir mesmo muito quando quer. E fartou-e também de bater nas cabeças dos defesas esquerdos, que se cruzaram com ele.. Martelinho , em curva descendente da carreira, dedica-se agora a tentar cobrir a careca, depois deste cabelinho tão saudável que detinha no início da carreira.. Será que foi Jaime Pachecão aprovocar a queda do dito membro capiloso? Será que João V. Pinto os arrancou à força, queendo mostrar que para curva decrescente já bastava ele?
A pergunta fica no ar.. Martelinho, a maior ferramenta alguma vez usada para abrir defesas..

CHIQUINHO , O GRANDE RESISTENTE!!


Chiquinho Carlos, o MAIOR BIGODE EM ACÇÃO!! O IMORTAAAAL!!!
Jà alvo de um Post há umas semanas atrás, Chiquinho volta a ser notícia..
Este carismático jogador, que já passou por grandes clubes como Benfica, Setúbal, Guimarães, Braga.. Ac. Viseu, Mafra e Atlético.. ainda joga! na II Divisão DIstrital de AF Lisboa, num clube da zona de Mafra : "Igreja Nova". E a posição em que joga é nada mais nada menos que Líbero!! Chiquinho, um bem-haja (como diz o meu colega Fitzx) pela tua saúde, disposição e exemplo! Esperamos ver-te ainda em grandes palcos.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Cum Catano!

O duelo mítico entre o clube do Dragão e respectiva presa débil inspirou de certa forma o nosso querido blog em virtude de explorar ao de leve o filão de cromos sul-americanos.

E como tal, um nome se destacou no Japão (nome, porque jogadores colombianos nem vê-los): CATANO.

Nem mais. Qualquer nome deste altíssimo teor cromífluo merece ser amplamente destacado, e se dependesse de nós, o defesa CATANO estaria nesta altura a guiar um Toyota Prius pelas autoestradas esburacadas (qual defesa da Águia - "Olá, Argel.") da Colômbia.



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Poll está morta. Viva a POLL.

POLL PARA DEFESA ESQUERDO.

Votem de acordo com a vossa consciência de anos e anos de cruzamentos para a bancada e laterais adaptados. Como pequena muleta (saudações, Mantorras!) pusemos comentários relativos a cada génio esquerdino na própria Poll.

Bem hajam.

Poll Defesa Direito

Finalizou mais uma poll. Desde já, um forte bem haja pela participação.

  1. Pois bem, não houve surpresas. João "Broas" Pinto, esse mito omnipresente da bíblia lusa da bacorada, arrecadou o 1º posto. É portanto o escolhido para integrar o nosso mítico 11 nesta posição de referência.
  2. Abel Xavier, quiçá o jogador português mais gozado de sempre no estrangeiro, ficou-se pelo 2º posto. Concerteza seria o 1º relativamente a cortes de cabelo e alcunhas.
  3. Um SENHOR. Um MITO. Uma REFERÊNCIA. Carlos Secretário. Aquém das expectativas, qual repetição de Madrid, Porto, Braga, Famalicão, Maia, etc...
P.S.: Não pactuamos com o facto de génios como Sérgio Lavos, Nito ou Saber terem escassos votos. Pensamos mesmo ser uma heresia e portanto condenável com a pena de assistir a 1 jogo (+ respectivo prolongamento) Boavista vs. Selecção Grécia.

Por falar em Porto campeão Mundial...

Lembrei-me de um jogo que ficou na história, uma verdadeira final antecipada da antiga taça dos campeões europeus: Benfica-Marselha - isto se não contarmos com um tal de Milão-Real Madrid que ficou 5-0 para os virtuais campeões depois de um empate a 1 na primeira mão.
Meados do princípio de 1990 (para um sportinguista, saber o ano já não é nada mau...), estádio da luz, segunda-mão das meias-finais onde o resultado da primeira-mão favorecia os franceses: 2-1, golos de Papin (2) e Lima para o Benfica, no Velôdrome. Na segunda-mão, ambiente escaldante como pouco se vê hoje em dia (bancadas cheias na luz...) num jogo em que só era preciso marcar 1 e não sofrer nenhum para passar à final. Marselha - com Jean-Pierre Papin, Chris Waddle, Francescoli e Mozer - e Benfica - Bento, Diamantino, Carlos Manuel, Magnusson, Valdo, Lima, Rui Águas, Veloso... e Vata, entre outros - vão aguentando o 0-0 até que, vindo do banco (alguns dizem do céu mesmo) apareceu o golo salvador. Num canto marcado por Valdo, Magnusson dá um toque leve na bola e aparece Vata a empurrar a bola com a mão. Explosão de alegria nas hostes benfiquistas, furor no país (dos, na altura, 8 milhões) e Benfica na final.
Ora, o que importa ressalvar no meio disto tudo é que o Veloso levou um amarelo a meio do jogo que o impediu DE IR Á FINAL!!! Meus amigos, como é que esperavam ver o Benfica ganhar (já agora, o Milão ganhou 1-0, golo de Rijkaard) com o Capitão de fora?? Já não se fazem Capitães daqueles, homens de barba rija, peito inchado, voz de comando na linha defensiva... pera aí, o Veloso não é nada disso... seja: com bigode, 1m65, 60 kilos e voz tão baixa e tão calma que quase nem era preciso falar... só o olhar dizia tudo. Já não se fazem heróis assim; o típico português, aquele que não nos invadia os televisores, não nos massacrava dia-sim dia-sim com os seus conhecimentos aprofudados, introspectivos e filosóficos de um Pedro Barbosa, com as lágrimas de um Bilro desempregado ou os remates - a fazer lembrar Isaias... mas pelo lado mau - de um Barroso: PORRA! Quero o meu típico tuga de volta, o homem sem voz de comando, 15 anos de braçadeira de capitão a escorregar pelo braço escanzelado de um barrigudo de 1m60 com 60 quilos... de cerveja no estômago e uns tremoços nos bigodes. Tá na altura de começar a ver os jogos das distritais tou a ver...


domingo, dezembro 12, 2004

O Cromo Planetário

No rescaldo de mais uma brilhante conquista da bola lusa a nível planetário, impõe-se um comentário. E visto este singelo blog ser dedicado aos Cromos da Bola (passe o realçar do mais que óbvio), pensamos em juntar o útil ao agradável.

Em 1987, aquando do duelo aguerrido nos pântanos japoneses, sobressaiu uma figura: O guarda-redes do Beira-Mar uruguaio (Peñarol), Pereira.

Mas que nome tão simples para uma figura tão pitoresca. Bem dentro do espírito dos loucos 80's, Pereira adoptou o look mongol, tão em voga entre os colegas sul-americanos.

Apenas uma homenagem aos cromos da bola, á bola lusa, aos azuis da Invicta e a Gengis Khan, porque não?

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segunda-feira, dezembro 06, 2004

No Comments

No comments.


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sexta-feira, dezembro 03, 2004

Sem Embandeirar em Arco

Fernando Bandeirinha.

Só o pronunciar deste nome deleita qualquer amante da Bola a níveis Pedro Martinescos ou Washington Rodriguescos. Este Senhor do Esférico é um porta-bandeira (não podia deixar escapar esta piadinha) de uma geração de jogadores. Até mais do que isso, faz bandeira de ser parte integrante de um subgrupo dentro da supracitada geração de 80. O subgrupo dos broncos. Esta geração conheceu o seu ocaso já dentro da primeira metade da década de 90, mas foi graciosamente rendida por linces do relvado como Petit, Formoso ou o pé-canhão arsenalista Barroso.

Sempre discreto, sem precisar de agitar bandeiras para se fazer notar, o nosso Nando é também parte importante de um outro grupo que se distinguiu em inícios da década de 90: Os carecas das Antas. Ao lado de esteios inefáveis como Jaime Magalhães, André e Semedo, fazia crer aos adeptos da equipa da Invicta que estariam antes a presenciar um jogo de Bilhar, tal a quantidade de carecas reluzentes que deslizavam pelo rectângulo.

Nando acabaria a sua carreira em meados dessa mesma década jogando ao lado de craques como Lino, Matias, Vítor Nóvoa ou Bino. Um honroso final para uma honrosa carreira, sem embandeirar em arco.


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quarta-feira, dezembro 01, 2004

Um Diamante de Bigode

O Desportivo de Chaves, um clássico da nossa bola, foi durante variados e extensos anos, um autêntico viveiro de cromos. Cromos estes que levaram o clube a extrapolar as fronteiras não só trasmontanas, mas também nacionais.

No insequecível derby europeu com o colosso de Leste Universidade de Craiova pontificava um jogador que simbolizava esta equipa que espalhou o seu futebol-magia e bigodes pelo velho Continente fora. Diamantino era o homem. O típico carregador de piano (expressão tão brava da bola lusitana), que através da sua raça, genica e bigode levava a equipa para a frente.

Porém, não estava sozinho nesta sua demanda pelas cores do Barça de Trás-os-Montes, pois era secundado pelos míticos Cromos Padrão na baliza e Spassov e Vermelhinho lá na frente, onde os rapazes se fazem homens. E particularmente o nosso Diamantino era uma espécie de Avô Cantigas, que punha os discípulos sob suas asas e bigode e os transformava em machos jogadores da bola. Facto esse que se pode facilmente constatar pelas protuberâncias pilosas supra-labiais de Vermelhinho e Spassov.

Esta geração viria, anos mais tarde, a ser rendida com classe pela geração de 90, na qual os míticos Baston, Putnik e Cuc passeavam a sua inegável frescura física e toque de bola sedoso pelos tapetes. Mas bigode como o de este diamante trasmontano nunca regressou. Porque pensam que o clube vagueia pelos corredores escuros e húmidos da II Liga?...


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segunda-feira, novembro 22, 2004

Um Berço na Arte de Bem Defender

O berço da nação não só produziu ícones da dita cuja, mas também do Mundo da Bola. Estes três Estarolas são exemplo disso.

Caetano, aqui ainda na "versão cabelo", viveu os seus maiores momentos de glória na versão "bola de bilhar", já no potentado de arsenal ofensivo que é, foi, e sempre será o xadrez da Boavista. Se para jogar no clube da Rotunda e da Avenida era preciso ter um certo grau de acutilância defensiva (vulgo porrada), Caetano refinou-se no Vitória antes de rumar à Invicta para tirar cruzamentos de régua e esquadro para os lendários Ricky e Marlon Brandão. Porém, lá ficou conhecido sobretudo pela sua facilidade e brilhantismo em fazer lançamentos laterais. Podia ser pior.

Fonseca, por outro lado, foi uma lenda por si só. Defesa-central de reconhecidos méritos e digna voz de comando da linha defensiva da qual era protagonista maior, qual Vítor Norte, António Folha ou Mel Gibson.

Tauofik
também fez nome na Bola Lusa. Não por ter a técnica maravilhosa e deslumbrante do ex-boavisteiro De La Sagra nem a acutilância defensiva de um Abazaj ou Putnik. Mas ninguém lhe pedia isso.
Tauofik tinha que ser apenas Tauofik, nada mais. Pimentinha apenas lhe pedia que não rapasse o bigode e continuasse a aplicar-se na vertente técnico-táctica enquanto cirandava pelo verdejante e luzidio tapete da cidade-berço. Não lhe podem apontar nada.


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quinta-feira, novembro 18, 2004

Um, Dois Bigodes Algarvios

Dois Mitos. Dois Algarvios. Dois Mitos Algarvios. Dois Bigodes. Dois diminutivos no apelido. Coincidência? Não me parece.

Esse velocista das quatro linhas, TGV sulista de bigode à escovinha, de seu nome Pereirinha, foi um defensor de méritos firmados na Bola Lusa. Quem não se lembra dos seus piques desenfreados pelas laterais desguarnecidas, sem que o vento fizesse o seu bigodinho mexer um pelinho sequer?

Era ao lado de nomes grandes como Formosinho, Paco Fortes (que dizem ter-lhe ensinado a técnica de bem pentear a bigodaça) e do saudoso Pitico que o nosso amigo Pereirinha varria os campos adversários com a mesma celeridade com que umas horas depois do jogo beberricava um belo fino e mordiscava uns tremoços nas belas esplanadas da capital algarvia. A sua vontade de ganhar era lendária e o seu espírito indomável, como se verificava quanto batia inapelavelmente os seus companheiros de ócio na bisca lambida.

As suas noitadas de camisa aberta e cabelo pejado de brilhantina na Praia da Rocha confundem-se com as de um certo Zezé. Pela mente de muitos persiste a dúvida:
Serão a mesma pessoa ou será apenas uma lenda urbana bem urdida, qual remate fulgurante de Mané?


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terça-feira, novembro 16, 2004

O sonho de Oliveira era a Selecção Brasileira

Nem mais.
Porém, o nosso amigo desde cedo viu que pelas vias normais nunca lá iria. Sendo um jovem de inteligência e criatividade superioras, que aliás se manifestavam no relvado via futebolês escorreito e fluído, Chiquinho decidiu-se:
  • "Se Chico não bota Escrete, Escrete bota Chico."
Desta feita, tentou emular o melhor que podia o seu ídolo Ricardo Rocha, leão de profissão. Primeiro passo, jogar no Paços. Que outro clube da língua de Camões lhe poderia oferecer equipamento tão similar ao do mítico Escrete ("HOLIDAY MÓVEIS" aparte)? Uma bigodaça e um cabelinho cuidadosamente permanenteado depois, e seu desejo se tornou realidade.

Através daquela que ficou a ser conhecida por "A Técnica do Espelho", Chico espelhou-se nos relvados canarinhos, sendo a sua extensão o bom do Rocha. Sempre que via o Escrete em acção, via a sua imagem de amarelo vestida. E logo soltava um alegre sorriso.


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Nova Poll Nova Poll Nova Poll Nova Poll

Substituição no Cromos da Bola.

Sai Poll velha - Entra Poll nova.

Desta feita, pedimos ao distinto Povo do Blog que vote para a eleição do defesa-direito mais Cromo da Bola, para integrar o nosso 11, que já conta com o guardião Zé Miguel e com o apoio desde o camarote do Presidente Dias da Cunha.

Façam nossa a vossa voz.

POLL unida jamais será vencida.

Extraordinário.

Num sprint final que traz memórias frescas de um Nacional-Porto, Zé Miguel, esse milhafre do deserto, ultrapassou o infame Labrecas em cima da "deadline", roubando-lhe o título de "Prémio Carreira - Guardião do Templo mais Cromo", da mesma forma como os avançados antagonistas lhe roubam constantemente os cruzamentos das suas mãos amanteigadas.

No terceiro posto, dois ex-guarda redes tripeiros com histórias bem diversas em tão ilustre agramiação: A sombra de Vítor Baía, Padrão, e o jogador que mais sofreu com o fantasma do mesmo, o saudoso Kralj. Quam não se recorda do seu "problema no olho", ou das suas tiradas magnânimes versus Olimpiakos e Alverca? Pois é.

Temos portanto o primeiro elemento de campo do nosso 11.

Zé Miguel, o homem da baliza.

Mil obrigados aos 40 compadres que usufruiram da supracitada Poll. Aí vem próxima!

quinta-feira, novembro 11, 2004

Poll

Ora bem.

Caros visitantes deste singelo blog sobre os Senhores do Esférico, vimos por este meio postástico rogar-lhes que desempatem a poll em curso. Isto porque queremos substitui-la, e para tal, queremos ter uma conclusão àcerca do primeiro classificado da dita cuja para que possamos começar a formar o nosso 11 de Cromos.

Caso Zé "Areias" Miguel e Ricardo "Photofinish" Pereira não estejam destacados um do outro dentro de dois dias, a decisão final caberá aos três compinchas que repartem responsabilidades dentro deste blog.

Por agora, a ilusão de democracia está bem presente, qual cruzamento de Nito. Por agora.

Bem hajam. E muita saudinha.
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